quinta-feira, 12 de abril de 2012

Once upon a time...


Este post sai um pouco do âmbito do blog mas...
Vou-vos contar um pouco da história do Buzz.
A decisão de ter um cão (qualquer animal de estimação, mas um cão exige mais atenção) não se toma de ânimo leve. Além de todas as coisas boas, implica também mais responsabilidade, despesas, horários a cumprir, sair à chuva, acordar relativamente cedo ao fim de semana, ter coisas estragadas (ou não), não poder decidir ir de fim de semana à última da hora sem destino certo (ou se leva o cão e nem para todos os locais é possível ou temos alguém que fique com ele - ou um hotel para cães)... Nós próprios amadurecemos a ideia de adoptar um cão durante alguns meses.
O Buzz foi maltratado e estava numa Associação de Animais Abandonados. Então, quando finalmente decidimos, fomos à Associação. Posso-vos dizer que foi dos momentos mais difíceis que tive. É incrível ver a quantidade de animais abandonados, devolvidos depois de adoptados (alguns mais do que uma vez) e maltratados que existem.
O trabalho das Associações é de louvar. A maior parte funciona graças a voluntários e donativos.
Como devem compreender, há sempre muito para fazer numa Associação e, é claro que, apesar de toda as boas intenções, os animais não passeiam tanto quanto seria desejável (já viram o que é passear mais de 100 cães?)
Para ajudarem uma Associação, não precisam assumir um compromisso efectivo de x horas/mês. Podem simplesmente oferecer comida, ou, quando têm mais tempo, passear com os animais que precisam. A Mónica é um óptimo exemplo de que é possível.
Há inclusive grupos de escuteiros que, nas férias, passeiam os animais. Porque não levar as crianças nas férias a ajudar nestas Associações?
Ao contactar com aqueles animais, custa bastante presenciar quão carentes eles são e, ainda mais, não ter a possibilidade de trazer mais do que um (todos!) para lhes dar uma nova vida.
Acho que, qualquer pessoa que tem/teve cães sabe a alegria que eles nos podem proporcionar. Só vos digo, se forem buscar um animal abandonado, esta alegria é ainda maior. Estes animais, além de carentes e de (alguns) nem saberem o que é brincar, são super gratos a alguém que goste deles e lhes dê um pouco de carinho.
Por tudo isto, não queria deixar de vos dizer que é difícil para mim aceitar que se comprem animais. É difícil aceitar que se compre um animal que nasceu precisamente para esse efeito quando há tantos animais lindos, carinhosos, e a precisar de Amor nas Associações e canis. Acreditem que se forem buscar um animal a uma Associação, ele vai ser mesmo grato por isso.
Além do mais, a sensação de termos dado uma nova "vida" a um animal é óptima.
Nem todos podem ter animais. Como já disse, não é uma decisão que se tome de ânimo leve ou dum dia para o outro. Mas, lembrem-se que podemos ajudar na mesma sem os ter a viver connosco.
No entanto, se decidirem ter um cão, pensem na possibilidade de adoptar.
Quando fomos buscar o Buzz, tinha medo de muita coisa.  Revolucionou completamente a nossa vida mas, posso dizer que retribui e vale mesmo a pena.
Só está connosco há um mês mas parece que é desde sempre.


This post is a apart of blog theme but...
I'll tell you a a bit of Buzz’s history.

The decision to have a dog (any pet, but a dog needs more attention) is not taken lightly. Besides all the good things, also means more responsibility, costs, schedules to meet, going out when is raining, waking up early for the weekend, to have damaged things (or not), you can’t decide to go out for the weekend at last minute (or you take the dog with you – not allowed in many places - or you have someone/hotel to stay with him) ... We own matured the idea of adopting a dog for a few months before taking the decision.
Buzz was mistreated and he was at an Association of Abandoned Animals. So when we finally decided, we went to the Association. I can tell you that this was one of the most difficult moments I had. It's amazing the amount of abandoned animals, mistreated and  returned once adopted (some more than once) that exist.
The work of the Associations is to be commended. Most works through volunteers and donations.
How you imagine, there is always a lot to do in these Associations and, of course, despite all good intentions, the dogs do not go out for a walk as much as would be desirable (imagine what is to walk more than 100 dogs?)
In order to help an association, you don’t need to  take any effective commitment of x hours / month. You can simply offer food, or when you have more time, you can go for a walk with the animals. Monica is a great example on this.
There are also groups of scouts who, on vacation, go out with the dogs. Why not take the kids to help these associations?

When contact with those dogs, it hurts a lot to see how much love they need and hurts  not be able to bring more than one (all of them!) to give them a new life.
I think anyone who has / had dogs know the joy that they can provide us. But, let me tell you, if they are seeking an abandoned pet, this joy is even greater. These pets, as well as needy and (some) do not know what is playing, are super grateful to anyone who likes them and give them a little affection.

For all this, I must tell you that it's hard for me to accept that someone buys pets. It is difficult to accept that someone is buying a pet that was born just this purpose when there are so many beautiful pets, asking for love in these Associations. Believe me:  if you get a pet from an Association, he will be really grateful.
Moreover, the feeling  that you are providing a new "life" to a dog is great.

Not everyone can have pets. As I said, is not a decision that is taken lightly or from one day to another. But remember that we can help without taking a dog to live with us.
However, if you decide to have a dog, please think about the possibility of adopt one.

When we take Buzz with us, he was afraid of a lot of things. He totally revolutionized our lives, but I can say that he returns with a lot of love and is really worth it.
He is only with us since a month ago but it feels like forever.

PS Sorry about my English...a lot of google translator was used on this post!

12 comentários:

  1. E pronto já estou com umas lagrimas a cair, caramba há gente ruim mas tb há quem seja maravilhoso. Parabéns por terem tido a coragem de ir buscar o Buzz.
    Jocas e lambidelas..lol
    Sandra Cabaço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É só acreditarmos que são mais as pessoas boas que as más!
      Obrigada,
      Beijinho

      Filipa

      Eliminar
  2. Olá,

    Era tão bom que todas as pessoas pensassem como nós.

    Os animais são fantásticos.

    Obrigada pelo texto, diz-me muito.

    Bjinhos e o meu Simão manda uma lambidela no nariz do Buzz.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada Mónica,

      Eu também concordo...mais pessoas deviam pensar assim mas vamos acreditar que vai melhorar. São espectaculares, mesmo!

      Um beijinho e lambidelas de resposta :)

      Eliminar
  3. Subscrevo na íntegra! E ele é lindo! Beijinhos*

    ResponderEliminar
  4. É isto. Passámos pelo mesmo, e confesso que se não fosse a Lúcia secalhar não tínhamos ido buscar o Chewbacca. Felizmente que lá em casa quem manda é ela!

    E compreendo o sentimento. As vezes que lá temos ido fazer voluntariado (ultimamente não tantas como desejaríamos) são um bocado duras. Porque nos sentimos sempre incapazes ao ver que há tanto por fazer.

    O meu truque é não pensar demasiado. Chego lá e faço o que posso. Porque pensar que há ali centenas de cães que precisam de mais do que o que têm, e que muitos vão morrer ali sem nunca ter tido uma casa, presos sem que nunca tenham feito nada de mal, é um bocado complicado.

    O Buzz e o Chew são alguns dos "the lucky ones". Mas há muitos mais que não se safaram assim.

    É uma merda isto tudo, às vezes!

    Abracinhos!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É acreditar mais gente vai pensar como nós e ajudar mais alguns:) Entretanto, vamos ajudando como podemos!
      Bjs

      Eliminar
  5. Gostei muito deste post especialmente porque estou na fase de pensar sériamente em adoptar um cão ( eu que sempre tive gatos até tenho medo ! ).

    Obrigada


    xx

    Joana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Joana,
      É uma mudança mesmo radical (nós temos também a gata e não tem nada a ver) mas compensa largamente :)
      A minha sugestão é que, durantes uns tempos, alteres a tua rotina como se tivesses um cão e, se não te sentires chateada e a "amaldiçoar o cão" então estás preparada:)
      Exemplos de "alterações de rotina": acordar mais cedo ao fim de semana, sair de casa à noite para o passear mesmo quando chove e apetece tomar um banho de imersão e vestir logo o pijama, ter de ir a casa passea-lo a uma 6a feira e não ir directa para um jantar...
      E mentaliza-te que vais limpar a casa muitas vezes!
      Se tomares esse passo, depois vai compensar:)
      Beijinhos,
      Filipa

      Eliminar
  6. Ainda bem que o fizeste !! Os animais precisam tanto como nós de mimos e de um lar que os acolha. Eles dão-nos tudo o que mais precisamos: Felicidade.
    Se eu pudesse tinha muitos mais caes mas nao posso...
    O meu Snoppy custa-me tempo e trabalho , mas das coisas mais bonitas que podemos ter e um animal a nosso lado.
    Beijinhos e muito miminhos para o Buzz

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. È verdade, retribuem todos os esforços! Quando começamos a acolher animais, dá vontade de trazer todos mas, mesmo que não seja possível, só o Amor que damos a um que seja já representa muito, só é preciso que mais gente pense como nós.
      Beijinhos e também para o Snoppy :)

      Eliminar